sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CREPÚSCULO






NUNO DE FIGUEIREDO
CREPÚSCULO

Capa de ESPIGA

2014

PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES




sábado, 13 de setembro de 2014

Prémios de Poesia - FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES








 









CREPÚSCULO
de
NUNO DE FIGUEIREDO

Prémio 2014


sábado, 6 de setembro de 2014

CREPÚSCULO







PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
2014
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

CREPÚSCULO
NUNO DE FIGUEIREDO

Capa de ESPIGA

Novidade


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

CREPÚSCULO








A VIDA EM GUARDA




Mergulho no silêncio e não me afogo.
Tenho bóias: solidão serenidade sentimentos.
Estou parado e voo no imóvel mar do
tempo, o outono ampara-me, o sono estende-me
a mão. Afogo-me em silêncio mas não morro.


Tenho meios vitais de salvação: os meus
sentidos, cinco, adormecidos, e de outros sentidos
me socorro. Eu morro no silêncio mas
resisto, mergulho no silêncio e não me afogo.


Tenho bóias: passado evocação melancolia.
Estou cego no mundo e mal me atrevo
a guardar a palavra sob a língua. Afogo-me
em silêncio mas não morro: uma barca
subterrânea é que me guia por entranhas da
terra onde conheço apenas a matéria
de que é feito o canto luminoso da poesia.


Mergulho no silêncio e o silêncio profundo
não me afoga, antes me alivia: estou parado e
voo e plano e vivo e morro e penso: tenho
bóias: ternura aceitação desprendimento.




NUNO DE FIGUEIREDO

* PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES *

CREPÚSCULO

Capa - ESPIGA

Novidade


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A ASA PARTIDA




9

OS LIVROS VIVOS PORQUE ABERTOS E LIDOS


- A solidão tem sido a sua ocupação! E como a tem preenchido, Edmundina? Como se tem agora sentido? - perguntava o Dr. Alberto.
     - Caminho, Doutor, caminho caminhando. De manhã é sempre muito difícil acordar. Cirando pela casa, ouvindo as paredes, escuto-lhes o som da saudade, e no peso do peito guardo um sabor de tristeza. É depois que invento uma nova realidade suspensa a meio das memórias, nunca indo ao fundo do que me é penoso. Prefiro justificar as ausências com uma rotina normal como se fosse uma viagem de trabalho nos afazeres da vida, embora saiba que isso não é verdade. Vai sendo a minha verdade, só um bocadinho dentro de mim. (. . .)


A ASA PARTIDA

CONCEIÇÃO ROSA

Capa e Prefácio de CARLOS AURÉLIO


terça-feira, 29 de julho de 2014

CARLOS AURÉLIO





DOIS CRUZEIROS DE PEDRA

NA TERRA DA TARDE




1 - Em nossos dias do bimilénio e das multidões quando tudo é possível de divulgação, deliberadamente se omite a inferioridade consentida pelo significado da palavra vulgarização. Até à pessoa escolhida pela musa lhe é imposta a violência de descer aos critérios do vulgo, exigindo-se-lhe a cegueira do intelecto e o entorpecimento da alma. Ao pouco povo e ao diminuto escol que ainda resistem à hecatombe plebeia e consumista, resta-lhes a contemplação das velhas raízes do culto religioso para, a partir delas, refazerem em cultura as copas das árvores antigas. (. . .)


CARLOS AURÉLIO

CONSIDERANDO OS FILÓSOFOS

Capa - ESPIGA


terça-feira, 22 de julho de 2014

O SENHOR DA TERRA QUENTE




QUEM DÁ O PÃO DÁ O PAU


Estava apoquentado o Gregório. Andava a corja, como dizia, a comer-lhe as frutas e a estragar-lhe as árvores. Ainda por cima, gabavam-se disso
- Deixa estar que eu os amanho! - dizia entre dentes rangidos.
Gregório subiu as escadas cansadas da inclinação e, do lado oposto ao poço do horto onde se encontrava a mulher a regar as hortaliças, gritou:
- Ó mulher, bou à bila e bolto logo!
Pôs o chapéu e a samarra e saiu a caminho da estação que ficava a cerca de duas léguas da aldeia.
Caminhava ligeiro e decidido, enquanto congeminava:
- Bando de mal agradecidos! Corja benenosa! Eu bos amanho! . . .
Razões tinha ele de sobra para tanta raiva. Ajudava sempre os mais necessitados, sem esperar volta. E agora, faziam-lhe isto!
-Ó ti Gregório, parece qu'os melros apoisaram no seu pomar! Debem de ser boas as suas ameixas. . .
- Deixa estar qu'eu lh'hei-de cortar as asas!
(. . .)

ANTÓNIO FORTUNA

O SENHOR DA TERRA QUENTE
E OUTROS CONTOS

Capa e Desenhos - ESPIGA


quarta-feira, 16 de julho de 2014

TARTARUGA Editora





TARTARUGA  Editora

Porque a história da nossa literatura o impõe
e o seu objectivo final é levar aos leitores o
registo escrito do pensamento e da criatividade
que brotam de fontes inesgotáveis, aqui está, cada vez mais, mostrando a nossa língua
no seu melhor e demonstrando que é uma
língua viva comunicante, bela e com
uma identidade inquestionável.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES









Apenas o teu nome memória azul de fumo
assim as mãos vazias
apartarão melhor do tempo dos meus dias
a tua ausência sem rumo


fria corre a água da luz
sobre o teu rosto
uma luz sem o lume
fogo posto
do meu corpo
que a cor do teu olhar já não resume.




Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES


Livro MEMÓRIA IMPERFEITA



terça-feira, 8 de julho de 2014

A FOZ DAS PALAVRAS









estátua de sal






rente à minha espera
pelo meu perfil de pedra castigada
as horas arrastam o seu tédio


cada gesto vencido na recusa
do sal que me congela e me condena
vai alarmar o interior das aves


esparsos como pensamentos basilares
meus braços perduram e apontam
o sentido da viagem projectada




CLÁUDIO LIMA


A FOZ DAS PALAVRAS


Capa de ESPIGA



quinta-feira, 3 de julho de 2014

JOÃO DE DEUS RODRIGUES







O MEU GRITO


Em silêncio,
Lanço o meu grito
De sofrimento, calado na alma,
A dor que guardo no peito:
- Homens, todos os homens,
Acabem com a guerra!


Mas ninguém ouve a minha dor,
Ao ver inocentes morrer de fome,
Na riqueza da sua terra!




PASSAGENS E AFECTOS


JOÃO DE DEUS RODRIGUES



segunda-feira, 30 de junho de 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES







NÃO SE ESGOTA A FONTE




Não se esgota a fonte do teu nome na
rocha pura aberta da memória
harmoniosos se sublevam os sentidos na
adivinha exacta do teu corpo


a uma palavra só
da fonte a água corre contornando os
teus seios e os teus dedos
jorros de espuma o teu olhar envolvem das
pulsões da nascente derivados


líquida continuidade do meu ser
transparente identidade onde me vejo
quanto mais te sentir de mim nascer
mais e nítida e perfeita te desejo




Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES


Livro - MEMÓRIA IMPERFEITA







domingo, 29 de junho de 2014

SÃO PEDRO











SÃO PEDRO e SÃO PAULO



quarta-feira, 25 de junho de 2014

MULHERES DO ALENTEJO NA REPÚBLICA













A luta da Mulher pela sua emancipação em todo o mundo remonta a alguns séculos atrás.
Em Portugal, esta temática nunca foi abordada frontalmente e sem preconceitos pelos nossos historiadores.
A partir de alguns estudos de investigação recentes sobre a situação da mulher nos fins do século XIX e primeiras décadas do século XX, verificamos que o hiato que houve até então foi vincadamente superado pela acção interventiva de grupos de mulheres esclarecidas e determinadas que, com coragem, lutaram pela sua emancipação.



ANASTÁSIA MESTRINHO SALGADO

MULHERES DO ALENTEJO NA REPÚBLICA

Capa de ESPIGA





segunda-feira, 23 de junho de 2014

SÃO JOÃO









Bom SÃO JOÃO . . .



quinta-feira, 19 de junho de 2014

JOÃO DE DEUS RODRIGUES







O BEIJO




O beijo que me pediste,
Foi na face que te dei,
O beijo que te quis dar,
Foi nos lábios que guardei.


O beijo que te roubei,
Não foi dado, foi roubado.
Mas porque foi o primeiro,
Ficou no peito gravado.




PASSAGENS E AFECTOS


JOÃO DE DEUS RODRIGUES

sábado, 14 de junho de 2014

DOM DUARTE DE BRAGANÇA








"Para mim, a Oração é sobretudo uma conversa particular com Cristo, a Virgem Maria e alguns Santos, de preferência da minha Família.
No entanto, Nossa Senhora tem certamente bons motivos para insistir noutro tipo de orações, em particular o terço. Ela certamente saberá melhor do que nós a sua importância, nesta e noutras matérias . . .
O próprio Cristo, bem como a Sua Igreja, também recomendou vários modelos de Oração e, por isso, quem acredita Nele tem que seguir as suas recomendações!"



MANUELA MORAIS

55 ORAÇÕES MARIANAS

Capa e Desenhos - ESPIGA

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Dia de SANTO ANTÓNIO








SANTO ANTÓNIO

votos de um belo dia!





quarta-feira, 11 de junho de 2014

SETE SÁBIOS PORTUGUESES







Pedro Sinde tem procurado estudar a tradição portuguesa no seio da Tradição Universal.
 É autor de:




- SETE SÁBIOS PORTUGUESES
- O CANTO DOS SERES: saudade da natureza
- O VELHO DA MONTANHA: a doutrina iniciática de
                                                        Teixeira de Pascoaes
- TERRA LÚCIDA: a intimidade do homem com a natureza
- A MONTANHA MÍSTICA /Cartas da Prisão





terça-feira, 10 de junho de 2014

Dia de PORTUGAL








Dia de

PORTUGAL,

CAMÕES,

COMUNIDADES.













quinta-feira, 5 de junho de 2014

ANTÓNIO CABRAL







SENHORA DO VISO


A luz é blusinha fina
cingida aos seios da terra
que se aprumam quietos, mornos
e firmes em sua espera.


Os teus seios são de terra,
os meus lábios são de mar.
Se nunca te conhecesse,
não viria para cá.


Meu amor, dedos de rosa,
donde vem esse receio?
Tenho o infinito nas mãos,
ponho-o de flor no teu peito.




ANTOLOGIA DOS POEMAS DURIENSES


ANTÓNIO CABRAL