sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ANTÓNIO TELMO

ANTÓNIO TELMO - CONTOS SECRETOS
Capa e desenhos - ESPIGA PINTO

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ANTÓNIO TELMO

ANTÓNIO TELMO
1927 - 2010

Obra Publicada:
ARTE POÉTICA
HISTÓRIA SECRETA DE PORTUGAL
GRAMÁTICA SECRETA DE PORTUGAL
DESEMBARQUE DOS MANIQUEUS NA ILHA DE CAMÕES
FILOSOFIA E KABBALAH
O BATELEUR
O HORÓSCOPO DE PORTUGAL
CONTOS
VIAGEM A GRANADA
CONTOS SECRETOS

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ANTÓNIO TELMO

À MEMÓRIA
DE
ANTÓNIO TELMO

domingo, 22 de agosto de 2010

ANTÓNIO TELMO

HOMENAGEM
A
ANTÓNIO TELMO

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

TEMPO DO TEMPO

Não caibo neste instante nesta hora
neste dia.
Nos meus olhos montes e pinhais.
Aí me aguarda e demora
cada palavra que repetira
aos gestos iguais.

Longe respira o mar.
Nas ondas uma a uma
a rósea pele do sol a espada nua do luar
crinas e
narinas
de rochedos de quilhas e de espuma.

Pó de caminhos maratonas e viagens
a minha história
não cabe na minha memória
transborda como um rio para as margens.

Os dedos enclavitados na guitarra
cada vibração
em puxão
de amarra.
Parte-se-me nas artérias toda a melodia
da vida.
Igual e repetida
nenhum sentido a guia.

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO

domingo, 8 de agosto de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - ANDAMENTO

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES


FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - JÚBILO DA SEIVA.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES


FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES / OBRA POÉTICA - ANTOLOGIA

domingo, 1 de agosto de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

ESTA CANÇÃO

esta canção é tua
e o tempo de ta cantar
também.
ninguém
prendeu no fundo de um lago a lua
a não ser
Lafontaine-a-escrever.

esta canção é tua
e aqui ta escrevo e digo
abelha que fala e só diz mel.
a pena é uma haste de trigo
e as palavras sombras
no luar do papel.

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - ANDAMENTO

sexta-feira, 30 de julho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

VITA BREVIS

mas no barco do poema segue a viagem
anterior ao
naufrágio quotidiano da memória

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA

quinta-feira, 29 de julho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES


FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - SER E LER MIGUEL TORGA

terça-feira, 27 de julho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - SER TORGA

segunda-feira, 26 de julho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - SETE MEDITAÇÕES SOBRE MIGUEL TORGA

terça-feira, 13 de julho de 2010

FERNANDO NUNES

INTIMIDADE

Era uma vez uma pequena aldeia, suspensa na vertente da montanha, como se aquela cordilheira que se desencadeava a uma dúzia de metros do lago da planície verdejante e subia numa quase linha vertical perfeita até ao pico mais afiado e próximo do céu, tivesse sido tocada por alguma mão das divindades das neves. A uns escassos duzentos metros do topo, a parede rochosa era quebrada bruscamente na sua verticalidade por uma terra plana, que nunca fora medida em quilómetros, mas que em passos lentos de velhice, demorava meia hora a ser percorrida, na direcção de qualquer um dos quatro horizontes. Aí, a minúscula aldeia, de casas construídas com pedras de calcário, brilhava no cintilar de uma luz quase líquida. Brilhava ainda na serenidade do seu silencioso isolamento e ao redor do braseiro de uma lareira, nas longas horas de reclusão, impostas pelos dias escurecidos dos temporais de Inverno. Contudo, era nos olhos dos seus habitantes que toda essa infinita luminosidade se evidenciava, como cristais, espelhando a verdade da alma de cada um. A aldeia parecia estar mais próxima do alto, do que do mundo terrestre ( . . .).

FERNANDO NUNES - Livro SOMBRAS DA ALMA

quarta-feira, 7 de julho de 2010

FERNANDO NUNES

FERNANDO NUNES - SOMBRAS DA ALMA (contos)
Capa - ESPIGA PINTO

segunda-feira, 28 de junho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

HISTÓRIA DE UMA ROSA

deu à luz da manhã toda a sua cor e perfeição
floriu a rosa e
não foi ver ao espelho
sua forma de boca sua cor de fogo

vago desejo de forma o seu perfume depois
cobriu o sulco de cada pétala morta
abandonada ao vento

manchados da sua cor dedos se devoravam
estilhaçando os olhos que a choravam
gestos de a colher se dispersavam
e nos lábios palavras se matavam

a rosa estiolou e morreu
a harmonia do jardim passou além

em seu espaço inútil
suas pétalas secas e seu tempo perdido
que nenhuma memória contemplava.

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO

domingo, 27 de junho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

VII

mesmo perdida cada
aposta em ti
renova em si o
sentido único da vida

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA

sexta-feira, 25 de junho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

SETEMBRO

e tu que conheces o reino silencioso
das formas e dos gestos
serenamente a ti regressas da perplexidade

e sobre a areia lisa te deitas e recolhes
com as mãos postas
e os olhos rasos de esquecimento

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO

sábado, 19 de junho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Granada, 1985.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

VÍTOR OLIVEIRA JORGE

VÍTOR OLIVEIRA JORGE - LIVRO DE HORAS ILUMINADO OBLIQUAMENTE (Poesia)
Capa e 25 desenhos - ESPIGA PINTO

quarta-feira, 9 de junho de 2010

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

hoje nada te prometo

neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas

horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - JÚBILO DA SEIVA