domingo, 29 de março de 2026

Poema do livro Canto o Amor, de Manuela Morais.



 

Domingo, 29 de março de 2026

Poema . Domingo de Ramos, do livro Canto o Amor, de Manuela Morais.



DOMINGO DE RAMOS


Domingo de Ramos,

não temos ramos

para nos abençoar.

Temos esperança,

generosidade,

saúde,

amor,

cânticos,

alegria

para nos maravilhar!


Quando

este tempo passar

iremos

buscar

ramos de oliveira,

fazer

coroas

floridas

para nos coroar...


Viver

o deslumbramento,

encantamento,

beijos,

desejos,

brilho resplandecente

do teu olhar,

amor,

brilhante como o Sol,

paixão incandescente

que

só tu

me sabes

dar!


Poema de Manuela Morais

Livro . Canto o Amor

Págs. 28 / 29

segunda-feira, 2 de março de 2026

PENSAMENTO

 


"O sentimento é a poesia da imaginação."


                                        Alphonse de Lamartine



quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

BIOGRAFIA . ESPIGA Pinto - Texto da Dra. JÚLIA SERRA.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Crítica Literária ao Livro "BIOGRAFIA . ESPIGA Pinto", da Dra Júlia Serra.



                     BIOGRAFIA DE ESPIGA PINTO


                        Um compromisso assumido


A Biografia de Espiga Pinto, da autoria da escritora Manuela Morais, é uma obra seminal, pois além de nos apresentar a figura e o percurso de vida do eterno artista Espiga, o leitor pode aceder a fotografias familiares e a uma enorme galeria de imagens representativas da sua multímoda criação.

No Prelúdio, a autora escreveu: “A história, a nossa história de vida é um complexo e contínuo entrelaçado de aprendizagem dos verdadeiros e puros ensinamentos da honra, da lealdade, da amizade, da verdade, da justiça, do amor, do humanismo e da dignidade” (p.15).

O recurso ao determinante possessivo “nossa” remete-nos para uma cumplicidade entre ambos que Manuela anuncia em plena biografia: “Assim, quero adiantar que vou focar-me nos últimos quinze anos que o nosso casamento durou e que foram os últimos anos da sua vida terrena” (p.30). Na abertura deste “livrinho” o sujeito poético anunciava: “Chegaste! / Radiante de alegria,/ tuas mãos carregadas/ de espigas…” O recurso à antonomásia é símbolo da riqueza que entrou na vida da sua amada – a aparente surpresa de “chegaste” transforma-se no romance de amor (que vivificou Manuela, após a perda do seu marido) confessado: “A tua pele / com o sabor/ da flor do sal,/ é quente e húmida/como desejo/do nosso primeiro beijo/ na recatada noite sob o luar…” – as sinestesias abundantes exteriorizam a profusão de sentidos e sensações provindas deste novo luzeiro amoroso.

Mas afinal quem foi Espiga Pinto? Na impossibilidade de recontar pormenorizadamente a sua história de vida (que cada um dos leitores poderá apreciar no seu âmago) vou realçar os aspetos mais importantes e caracterizadores da sua carreira, evocando algumas palavras da escritora: José Manuel Espiga Pinto viveu apenas, e só, setenta e quatro anos de idade. Nasceu no dia dezasseis de Março, de mil novecentos e quarenta, às três horas e quinze minutos, na freguesia de São Bartolomeu, em Vila Viçosa. (p.31). Apesar de o terem fadado para arquitetura, o seu destino guiou-o para Escultura e Pintura, talvez pela influência da infância, pelas paisagens alentejanas, pelo seu espírito livre e imaginação criadora – estes predicados, a juntarem-se à curiosidade de descobertas e ao gosto do conhecimento – um florilégio de talentos que fizeram dele não apenas e somente um artista português, mas do mundo. Contribuíram também os grandes mestres que encontrou em Évora, no liceu (entre vários, Vergílio Ferreira) e, em Lisboa, que lhe facultaram a amizade com grandes artistas: Mestre Resende, Fernando Lanhas, António Telmo, Almada Negreiros, entre muitos outros.

A sua Obra é composta de várias modalidades, informa-nos a autora:” na Escultura, na Pintura , no Desenho, nas moedas para a Casa da Moeda e das Colecções Philae, em prata e em ouro, em Medalhas Comemorativas, nos Troféus, na Cerâmica, na Gravura, em Serigrafia, nos Vitrais, nas inúmeras Capas para livros, no Cinema para a RTP, na Tapeçaria, nos Murais de grandes dimensões para o espaço urbano, em Logotipos para muitas empresas desde 1967 (a mais conhecida é o logo da Valentim de Carvalho). E, também no Logotipo da Editora Tartaruga.

Recebeu uma bolsa de estudo para investigação do Espaço Urbano, para a Suécia e em França, da Fundação Calouste Gulbenkian” (p.51) As Exposições do seu trabalho foram muito variadas. 

Em 1972, em Portugal, realizou no Porto, o 1º Happening Perfomance “Egotemponirico”, ritual e instalação, com o apoio da Galeria Alvarez, no Porto. Foram muitas as participações artísticas e os cenários impressionantes que rechearam a vida deste Ser Invulgar. O gosto pela Geometria e pelos números eram sinais de um perfecionismo ingente que alvorava na sua obra. Tive a honra de testemunhar os seus gestos e de assimilar algumas ideias, quando estive sentada ao seu lado, para a elaboração dos desenhos para o livro de Florbela Espanca, Asa no Ar, Erva no Chão, de Concepción Delgado Corral. Fiquei impressionada, quando o vi puxar de um pequeno caderno de desenho e rascunhar desenhos geométricos, parecia em papel milimétrico, e a executar, com a agilidade das suas mãos delgadas, um complexo campo de traços e de números, formando círculos e lembrando raios de luz. Sem dessonelizar o efeito, pareciam-me imagens provindas do outro mundo, mas com a certeza de que nasceram ali e que encaixavam neste segmento textual: “A descoberta extraordinária da Geometria Sagrada continha a incursão na decifração e descodificação essencial da sua Arte. Desde sempre, o Espiga pintava ou esculpia a sua Obra com símbolos ou características geométricas, a “razão de ouro” e elementos da Astronomia.” (p.39).

Esta biografia surgiu de um compromisso fechado entre o casal: "Prometi velar pelo seu nome e pela sua Obra. Nada ou ninguém demoverá este compromisso de honra que estabelecemos no momento de dizer adeus, até que as minhas forças o permitam… (p.76)" e a autora acrescenta na mesma página:" Passados mais de dez  anos do seu falecimento, o meu compromisso é para com a sua memória e a defesa da sua Obra para não cair no

esquecimento. Os milagres operam maravilhas na grandiosidade da nossa dedicação e entusiasmo! “(p.76)

A tematização da obra baseia-se, sobretudo na paisagem alentejana, nas searas ao vento, nos cavalos, na mulher, nos animais, no sol e nas fases da lua; ressaltam também aspetos

tipicamente portugueses – esteios da sua identidade – a calçada portuguesa, as caravelas e os escritores – caso de Camilo Castelo Branco, no livro Camilo Castelo Branco em Santo Tirso de

António Jorge Ribeiro. Manuela Morais explica-nos os seus símbolos: os animais quase pareciam pinturas rupestres. As imagens vinham, desde menino, do seu Alentejo entranhado e

disponível na sua memória. A figura feminina preenchia também esse memorial (…) até os Cantos de Os Lusíadas surgem nos seus inteligíveis e humanos traços.

A espiga do trigo tem uma simbologia muito forte ligada à prosperidade, ao pão que nos sustenta e que contribui para nos fortalecer; mas a espiga concentra em si também um halo sagrado, associado ao ciclo da natureza e adicionado ao amor e à saúde. O nosso homenageado reuniu em si estas características que lhe deram força, resistência e humanismo para que o seu “celeiro” nunca desiludisse ninguém: fascinava, mesmo em silêncio, e, quando soltas, as palavras tinham um sabor a espiga que floresceu em Espiga.

O corpo franzino do artista e a sua vontade de trabalhar/esculpir a pedra, com perfeição, excedendo as suas forças, lembra-me, muitas vezes, o texto de Padre António Vieira, pregando : “Arranca o estatuário uma pedra destas montanhas, tosca, bruta, dura, informe; e depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão e começa a formar um homem primeiro, membro a membro e, depois, feição por feição, até à mais miúda. Ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afila-lhe o nariz, abre-lhe a boca, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos,

lança-lhe os vestidos. Aqui desprega, ali arruga, acolá recama. E fica um homem perfeito, e talvez um santo que se pode pôr no altar.” (Sermão do Espírito Santo).

Espiga Pinto fica na história artística e humana pela sua enorme capacidade de trabalho, pelo seu excelente sentido de humor, pela candura do seu sorriso, pela maneira fabulosa de surpreender, pelo amor que sabia tão bem demonstrar, e por toda a grandiosidade de uma magnífica Obra que nos deixou… (p.154)

E termino com os versos da sua amada Manuela

Saudade/sente/ quem caminha/no silêncio/ do luar…

Levo-te/a ti/ meu amor, que continuas / a sorrir/ para mim…” (p.158)


                                                                                  Júlia Serra

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

BOAS FESTAS...

 



Desenho de ESPIGA Pinto

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

domingo, 7 de dezembro de 2025

Canto o Amor, de Manuela Morais.



 Começar a Amar


Era Agosto,

dizias querer caminhar

comigo ao teu lado!


O teu relógio

parou,

não sei que horas

marcou...

apertaste-me

bem forte

contra o teu peito,

saboreei

o primeiro beijo

encostados ao eucalipto

centenário,

fiquei sem palavras,

corriam lágrimas

silenciosas...


Nesse instante, aprendi a amar-te,

dedicar-me toda a ti,

viver só para entregar-te

o meu puro e verdadeiro amor...


Poema de Manuela Morais

Livro - Canto o Amor, pág. 45



domingo, 16 de novembro de 2025

BIOGRAFIA . FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES, de MANUELA MORAIS.

 


Crítica Literária da DRA. JÚLIA SERRA sobre a BIOGRAFIA . FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES, de MANUELA MORAIS

 


Biografia 

Fernão de Magalhães Gonçalves 

Este livro é um verdadeiro poema de Amor que narra a história de uma vida desaparecida prematuramente, com a idade de 45 anos, longe da Pátria, ao seu serviço, na divulgação da Língua Portuguesa. Estava Fernão Magalhães Gonçalves, na Coreia do Sul a ensinar Português e a preparar os festejos para a comemoração do Dia “10 de Junho” Dia de Portugal e das comunidades portuguesas, quando foi surpreendido pela morte: “No dia oito de Junho de mil novecentos e oitenta e oito os sonhos finalizaram quando o seu olhar sorriu para o meu olhar… “. Este jogo do olhar “seu “e “meu” revela a intimidade existente entre a autora desta obra; Manuela Maria, e o seu esposo Fernão, assinalando, na expressividade do olhar, a despedida dos amantes.  

             A notícia da morte do seu conterrâneo e amigo foi sentidamente evocada pelo Poeta Miguel Torga, no Diário XV: ”Coimbra, 13 de Junho de 1988 – o telefone tocou, e mal eu imaginava que era um dobre a finados.(…) E levaram-no na flor dos anos, ou para confirmarem o aforismo de Plauto, porque o amavam, ou cruelmente para desmerecerem as leis do afecto e tornarem mais absurdo o absurdo” Ainda, no dia seguinte, o poeta não assimilara a “partida” do amigo e escreveu: “Jou, Murça, 14 de Junho de 1988 –  É terrível, a morte. Tira sentido às palavras, aos gestos, às lágrimas, ao silêncio. Deixa a vida sem expressão. (Miguel Torga, Diário XV, pág. 118.).

O livro relata, em pormenor, a vida inteira do escritor, poeta e professor Fernão de Magalhães Gonçalves, num crescendo de emotividade e de saudade daquela que “ficou cá na terra” velando pelo amor vivido a dois e recordando as lembranças do passado, à semelhança do soneto de Camões: “ Alma minha gentil, que te partiste/ tão cedo desta vida descontente/ Repousa  lá no Céu eternamente/E viva eu cá na terra sempre triste”.

 No Prelúdio da obra, a autora explica, nos seguintes termos, o sentido desta biografia: “Este livrinho pretende elucidar a fantástica e pura sensibilidade da criatividade da personagem retractada, e, ao mesmo tempo, ser o testemunho directo de uma vivência que me fez vibrar e experienciar um destino essencialmente íntimo e emotivo” (p.12). Acrescenta ainda Manuela, ao referir as qualidades do marido: “Escrevia como se estivesse em contínuo estado de celebração, em graça, com uma incomparável perfeição, sobriedade, – e, realmente muito bem! (p.13). Confessa, assim, o gostoso sabor dos seus poemas de amor e do saber cantar com mestria tão elevado sentimento! Via nele o seu herói.

Depois do casamento, o casal foi viver para Chaves e, aí, Fernão de Magalhães dedicava-se à escrita, ao convívio com outros artistas e privava, em particular com Miguel Torga, de quem se tornou um perseverante investigador, como comprova a obra Ser e Ler Torga. Apesar de uma vida curta, tem publicado cerca de duas dezenas de livros em estilos diferentes: “O Fernão escreveu vários livros de poesia, alguns contos, milhares de Cartas, e um número incontável de ensaios.” (pág.26). Escreveu ainda em jornais e revistas especializadas sobre grandes epígonos da Literatura Portuguesa: Luís de Camões, José Régio, Aquilino Ribeiro, Trindade Coelho, entre outros, sem nunca abandonar o seu “cedro” Miguel Torga. Os estrangeiros também faziam parte desse alfobre: Jacques Prévert, Hemingway, Paul Claudel, SteinbecK e muito mais.

A sua história de Vida remete-nos para uma família simples, transmontana, que sabia dar valor à terra e dela se alimentava. O filho mais novo – o quinto – muito cedo fora estudar para Braga, não com o intuito de seguir uma vida religiosa, mas para se cultivar e educar no meio do rigor da ordem conventual. Aí captou o sabor da vida, no meio da amargura e da tristeza, separado dos pais muito cedo e com responsabilidade a que lhe incumbia dar resposta, sendo um aluno brilhante. Mais tarde, teve alguns ofícios e foi para a guerra do Ultramar; de regresso à Metrópole, licenciou-se em História e dedicou-se ao ensino, em: Murça, Vouzela, Porto, Chaves, Granada e Coreia do Sul. No papel de narrador, a autora relembra: “Granada, na Andaluzia, no Sul de Espanha, em mil novecentos e oitenta e três, foi um verdadeiro e indizível oásis que se abriu ao Casal transmontano” (p.86). O professor só tinha dois alunos interessados em aprender a Língua Portuguesa, mas, no final da sua comissão, excediam as três centenas, o que revelava o esforço e dedicação ao trabalho e ao país que representava, através da sua língua. Em Espanha, teve a oportunidade de admirar as preciosidades artísticas dos mais renomados Pintores: Goya, Velásquez, Murillo, entre outros. O poema Suspiro Del Moro assinala a sua despedida: “É um poema de amor o /poema da nossa despedida é/um poema de dor do/fim de uma aventura acontecida (….) e na quintilha final “que flor na minha ausência/deixará de nascer na primavera e/que pássaro vindo da distância com/ esta mesma ânsia se/mudará em pedra à minha espera”(p.90).

De regresso a Chaves, reunia-se com a plêiade artística, destacando: o Poeta e Escritor Miguel Torga, o Pintor Nadir Afonso, o Poeta António Cabral, o Poeta Cláudio Lima, o Escritor José Saramago, O Escritor Fernando Namora, o Poeta Eugénio de Andrade e muitos outros que pertenciam a este florilégio literário. Depois de quatro anos em Espanha, foi para a Coreia do Sul, Seoul; no tempo dos Jogos Olímpicos, (quando ganhou Rosa Mota,) Fernão Magalhães estava na Faculdade de Letras a ensinar português.

A narradora relembra, a estadia neste lugar asiático: “O deslumbramento foi total! Seoul expandiu-se nas margens do Rio Han há mais de dois mil anos.” (p.121). Refere o ambiente aí vivido e a descoberta dos segredos orientais: “Seoul é uma cidade luminosa, cercada de oito majestosas montanhas deslumbrantes, a noroeste da Península Coreana.” (p.127). Mas o deslumbramento feneceu com a morte de Fernão, como o leitor deste texto já se apercebeu.

Estruturalmente, o livro está em texto corrido, sem marcação de capítulos, conjugando poesia, prosa e imagens que vão acompanhando o crescimento e a vida do Protagonista, não esquecendo os retratos de família, os primeiros passos em criança e a fotografia do casamento. Há também imagens reveladoras do património histórico-cultural e de paisagens, sobretudo transmontanas, verdadeiros testemunhos das raízes telúricas que os apegaram ao lugar. Fernão, em várias imagens, ombreia com o seu ídolo, Poeta Miguel Torga, ambos irmãos pelo sonho poético e literário que nutriam. Crê-se que o texto abaixo retrata essa cumplicidade amistosa (p.78) 

 “no tempo do seminário da Ordem que frequentara, um dia conseguira surripiar dos reservados da biblioteca um livro meu, fora apanhado a lê-lo, e o obrigaram a pedir perdão de joelhos a toda a comunidade reunida, com o volume nefando pendurado ao pescoço. E nunca senti um ser tão perto de mim. Convidei-o para almoçar, e só não peguei nele ao colo. Tinha a impressão de que estava diante da minha própria efígie, depois de penitenciada num auto-de-fé…” (Miguel Torga, Diário XI, págs. 133/134)


Uma biografia que dá gosto ler e que encanta o olhar pelas belas imagens –   constituem uma espécie de fotobiografia pela marcação temporal diacrónica e pela quantidade de retratos exibidos – embalando o leitor num frémito de alegria e compaixão, pelo testemunho de vida /morte e pelo amor/dor dos amantes. 

Desde 1991 que a Câmara Municipal de Chaves, a Câmara Municipal de Murça e a Junta de Freguesia de Jou têm prestado homenagens a Fernão Magalhães Gonçalves com a atribuição do seu nome a Ruas e a um Polidesportivo. 

                                                                                                               Júlia Serra


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

JÚBILO DA SEIVA, de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES.

 


VITA BREVIS


mas no barco do poema segue a viagem

anterior ao

naufrágio quotidiano da memória


Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

Livro - JÚBILO DA SEIVA, pág. 15