sábado, 13 de junho de 2015
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Como o primeiro momento da luz dentro do mundo
assim o nosso primeiro amor
pássaros fosforescentes nascendo disparados
das pedras e das folhas
ver-nos-emos face a face
das nossas mãos surgirá
o dia nítido sem noite
contornado de esquecimento
e um longo coro exultante
compensará o vácuo da nossa antiga imagem
diluída na memória para sempre.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro ANDAMENTO
quinta-feira, 11 de junho de 2015
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
E tu voltaste então o rosto para o mar o
corpo nu apenas das
minhas mãos vestido.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro JÚBILO DA SEIVA
terça-feira, 9 de junho de 2015
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Deixaste um perfume ou que outro nome darei ao
campo aberto da tua memória
deixaste um perfume em toda a parte ou
como dizer melhor que sou o
campo aberto da tua imagem
deixaste um perfume em tudo o que vejo a
agilidade de um aroma no ar que
não posso recusar por ser um
bicho de pulmões
e te recordo
como quem respira.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro MEMÓRIA IMPERFEITA
sexta-feira, 8 de maio de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
sexta-feira, 10 de abril de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
CREPÚSCULO
NUNO DE FIGUEIREDO
CREPÚSCULO
Capa de ESPIGA
2014
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sábado, 13 de setembro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
CREPÚSCULO
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
2014
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
CREPÚSCULO
NUNO DE FIGUEIREDO
Capa de ESPIGA
Novidade
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
CREPÚSCULO
A VIDA EM GUARDA
Mergulho no silêncio e não me afogo.
Tenho bóias: solidão serenidade sentimentos.
Estou parado e voo no imóvel mar do
tempo, o outono ampara-me, o sono estende-me
a mão. Afogo-me em silêncio mas não morro.
Tenho meios vitais de salvação: os meus
sentidos, cinco, adormecidos, e de outros sentidos
me socorro. Eu morro no silêncio mas
resisto, mergulho no silêncio e não me afogo.
Tenho bóias: passado evocação melancolia.
Estou cego no mundo e mal me atrevo
a guardar a palavra sob a língua. Afogo-me
em silêncio mas não morro: uma barca
subterrânea é que me guia por entranhas da
terra onde conheço apenas a matéria
de que é feito o canto luminoso da poesia.
Mergulho no silêncio e o silêncio profundo
não me afoga, antes me alivia: estou parado e
voo e plano e vivo e morro e penso: tenho
bóias: ternura aceitação desprendimento.
NUNO DE FIGUEIREDO
* PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES *
CREPÚSCULO
Capa - ESPIGA
Novidade
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
A ASA PARTIDA
9
OS LIVROS VIVOS PORQUE ABERTOS E LIDOS
- A solidão tem sido a sua ocupação! E como a tem preenchido, Edmundina? Como se tem agora sentido? - perguntava o Dr. Alberto.
- Caminho, Doutor, caminho caminhando. De manhã é sempre muito difícil acordar. Cirando pela casa, ouvindo as paredes, escuto-lhes o som da saudade, e no peso do peito guardo um sabor de tristeza. É depois que invento uma nova realidade suspensa a meio das memórias, nunca indo ao fundo do que me é penoso. Prefiro justificar as ausências com uma rotina normal como se fosse uma viagem de trabalho nos afazeres da vida, embora saiba que isso não é verdade. Vai sendo a minha verdade, só um bocadinho dentro de mim. (. . .)
A ASA PARTIDA
CONCEIÇÃO ROSA
Capa e Prefácio de CARLOS AURÉLIO
terça-feira, 29 de julho de 2014
CARLOS AURÉLIO
DOIS CRUZEIROS DE PEDRA
NA TERRA DA TARDE
1 - Em nossos dias do bimilénio e das multidões quando tudo é possível de divulgação, deliberadamente se omite a inferioridade consentida pelo significado da palavra vulgarização. Até à pessoa escolhida pela musa lhe é imposta a violência de descer aos critérios do vulgo, exigindo-se-lhe a cegueira do intelecto e o entorpecimento da alma. Ao pouco povo e ao diminuto escol que ainda resistem à hecatombe plebeia e consumista, resta-lhes a contemplação das velhas raízes do culto religioso para, a partir delas, refazerem em cultura as copas das árvores antigas. (. . .)
CARLOS AURÉLIO
CONSIDERANDO OS FILÓSOFOS
Capa - ESPIGA
terça-feira, 22 de julho de 2014
O SENHOR DA TERRA QUENTE
QUEM DÁ O PÃO DÁ O PAU
Estava apoquentado o Gregório. Andava a corja, como dizia, a comer-lhe as frutas e a estragar-lhe as árvores. Ainda por cima, gabavam-se disso
- Deixa estar que eu os amanho! - dizia entre dentes rangidos.
Gregório subiu as escadas cansadas da inclinação e, do lado oposto ao poço do horto onde se encontrava a mulher a regar as hortaliças, gritou:
- Ó mulher, bou à bila e bolto logo!
Pôs o chapéu e a samarra e saiu a caminho da estação que ficava a cerca de duas léguas da aldeia.
Caminhava ligeiro e decidido, enquanto congeminava:
- Bando de mal agradecidos! Corja benenosa! Eu bos amanho! . . .
Razões tinha ele de sobra para tanta raiva. Ajudava sempre os mais necessitados, sem esperar volta. E agora, faziam-lhe isto!
-Ó ti Gregório, parece qu'os melros apoisaram no seu pomar! Debem de ser boas as suas ameixas. . .
- Deixa estar qu'eu lh'hei-de cortar as asas!
(. . .)
ANTÓNIO FORTUNA
O SENHOR DA TERRA QUENTE
E OUTROS CONTOS
Capa e Desenhos - ESPIGA
quarta-feira, 16 de julho de 2014
TARTARUGA Editora
TARTARUGA Editora
Porque a história da nossa literatura o impõe
e o seu objectivo final é levar aos leitores o
registo escrito do pensamento e da criatividade
que brotam de fontes inesgotáveis, aqui está, cada vez mais, mostrando a nossa língua
no seu melhor e demonstrando que é uma
língua viva comunicante, bela e com
uma identidade inquestionável.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Apenas o teu nome memória azul de fumo
assim as mãos vazias
apartarão melhor do tempo dos meus dias
a tua ausência sem rumo
fria corre a água da luz
sobre o teu rosto
uma luz sem o lume
fogo posto
do meu corpo
que a cor do teu olhar já não resume.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro MEMÓRIA IMPERFEITA
terça-feira, 8 de julho de 2014
A FOZ DAS PALAVRAS
estátua de sal
rente à minha espera
pelo meu perfil de pedra castigada
as horas arrastam o seu tédio
cada gesto vencido na recusa
do sal que me congela e me condena
vai alarmar o interior das aves
esparsos como pensamentos basilares
meus braços perduram e apontam
o sentido da viagem projectada
CLÁUDIO LIMA
A FOZ DAS PALAVRAS
Capa de ESPIGA
quinta-feira, 3 de julho de 2014
JOÃO DE DEUS RODRIGUES
O MEU GRITO
Em silêncio,
Lanço o meu grito
De sofrimento, calado na alma,
A dor que guardo no peito:
- Homens, todos os homens,
Acabem com a guerra!
Mas ninguém ouve a minha dor,
Ao ver inocentes morrer de fome,
Na riqueza da sua terra!
PASSAGENS E AFECTOS
JOÃO DE DEUS RODRIGUES
Subscrever:
Mensagens (Atom)








