mesmo perdida cada
aposta em ti
renova em si o
sentido único da vida
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
demasiado tarde meu amor agora só
nos resta contemplar este poente que se
nos põe nos olhos e os
devora
e de braços cruzados o
coração aberto a alma nua eco a
eco nos
meus passos contados se
acaba a nossa história ao fim da rua
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA
nos resta contemplar este poente que se
nos põe nos olhos e os
devora
e de braços cruzados o
coração aberto a alma nua eco a
eco nos
meus passos contados se
acaba a nossa história ao fim da rua
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
STABAT MATER
Um dia (talvez um dia só) eu fui menino
era de tarde e havia sol (há sempre sol na
memória de ver-te a cada instante
vigilante aos
prodígios do meu próprio destino)
e eu joguei no Largo à minha idade
aos arcos e aos piões aos
polícias e ladrões e
à pura liberdade
e não voltei ao Largo hoje
resta a árvore bravia que me fiz
o caule que construiu a sua história
mudando a tua memória no
ar que respira e na raiz.
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - MEMÓRIA IMPERFEITA
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
ANTÓNIO FORTUNA
AMOR AO DOURO
(Tintas aguadas)
Há muito tempo que não vou ao Douro,
Mas sei que sempre posso imaginá-lo. . .
E porque não(!) pecar e desenhá-lo,
Mordendo a maçã daquele tesouro.
Levantei voo, então, de um miradouro,
Desenhando uma cobra a retratá-lo.
Lutei durante horas pr'a curvá-lo,
Fazendo do inferno ancoradouro.
Pintei de azul as águas de garoto
P'ra que estrelas do céu o navegassem
E as vidas dos humildes fermentassem.
Pintei o néctar e risquei suor,
Escorrendo dos socalcos em castanho.
Se o não pintei, tentei escrever-lhe o amor!
(Tintas aguadas)
Há muito tempo que não vou ao Douro,
Mas sei que sempre posso imaginá-lo. . .
E porque não(!) pecar e desenhá-lo,
Mordendo a maçã daquele tesouro.
Levantei voo, então, de um miradouro,
Desenhando uma cobra a retratá-lo.
Lutei durante horas pr'a curvá-lo,
Fazendo do inferno ancoradouro.
Pintei de azul as águas de garoto
P'ra que estrelas do céu o navegassem
E as vidas dos humildes fermentassem.
Pintei o néctar e risquei suor,
Escorrendo dos socalcos em castanho.
Se o não pintei, tentei escrever-lhe o amor!
ANTÓNIO FORTUNA - SONATA AO DOURO
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA - 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Prefácio - ANA PAULA FORTUNA
Capa - ESPIGA PINTO
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
ANTÓNIO FORTUNA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
2010
SONATA AO DOURO - ANTÓNIO FORTUNA
Prefácio - ANA PAULA FORTUNA
Capa - ESPIGA PINTO
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
ANTÓNIO FORTUNA
SONATA AO DOURO - ANTÓNIO FORTUNA
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
hoje nada te prometo
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que tens nas mãos cheias
fechadas
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro JÚBILO DA SEIVA
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que tens nas mãos cheias
fechadas
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro JÚBILO DA SEIVA
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
ANTÓNIO TELMO
ANTÓNIO TELMO
1927 - 2010
Obra Publicada:
ARTE POÉTICA
HISTÓRIA SECRETA DE PORTUGAL
GRAMÁTICA SECRETA DE PORTUGAL
DESEMBARQUE DOS MANIQUEUS NA ILHA DE CAMÕES
FILOSOFIA E KABBALAH
O BATELEUR
O HORÓSCOPO DE PORTUGAL
CONTOS
VIAGEM A GRANADA
CONTOS SECRETOS
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
TEMPO DO TEMPO
Não caibo neste instante nesta hora
neste dia.
Nos meus olhos montes e pinhais.
Aí me aguarda e demora
cada palavra que repetira
aos gestos iguais.
Longe respira o mar.
Nas ondas uma a uma
a rósea pele do sol a espada nua do luar
crinas e
narinas
de rochedos de quilhas e de espuma.
Pó de caminhos maratonas e viagens
a minha história
não cabe na minha memória
transborda como um rio para as margens.
Os dedos enclavitados na guitarra
cada vibração
em puxão
de amarra.
Parte-se-me nas artérias toda a melodia
da vida.
Igual e repetida
nenhum sentido a guia.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO
Não caibo neste instante nesta hora
neste dia.
Nos meus olhos montes e pinhais.
Aí me aguarda e demora
cada palavra que repetira
aos gestos iguais.
Longe respira o mar.
Nas ondas uma a uma
a rósea pele do sol a espada nua do luar
crinas e
narinas
de rochedos de quilhas e de espuma.
Pó de caminhos maratonas e viagens
a minha história
não cabe na minha memória
transborda como um rio para as margens.
Os dedos enclavitados na guitarra
cada vibração
em puxão
de amarra.
Parte-se-me nas artérias toda a melodia
da vida.
Igual e repetida
nenhum sentido a guia.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO
domingo, 8 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
ESTA CANÇÃO
esta canção é tua
e o tempo de ta cantar
também.
ninguém
prendeu no fundo de um lago a lua
a não ser
Lafontaine-a-escrever.
esta canção é tua
e aqui ta escrevo e digo
abelha que fala e só diz mel.
a pena é uma haste de trigo
e as palavras sombras
no luar do papel.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - ANDAMENTO
esta canção é tua
e o tempo de ta cantar
também.
ninguém
prendeu no fundo de um lago a lua
a não ser
Lafontaine-a-escrever.
esta canção é tua
e aqui ta escrevo e digo
abelha que fala e só diz mel.
a pena é uma haste de trigo
e as palavras sombras
no luar do papel.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - ANDAMENTO
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