sábado, 12 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
demasiado tarde meu amor agora só
nos resta contemplar este poente que se
nos põe nos olhos e os
devora
e de braços cruzados o
coração aberto a alma nua eco a
eco nos
meus passos contados se
acaba a nossa história ao fim da rua
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
nos resta contemplar este poente que se
nos põe nos olhos e os
devora
e de braços cruzados o
coração aberto a alma nua eco a
eco nos
meus passos contados se
acaba a nossa história ao fim da rua
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
domingo, 6 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA - FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
2007 - ANTÓNIO CABRAL
2008 - CLÁUDIO LIMA
2009 - JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
2010 - ANTÓNIO FORTUNA
Prémio anual.
2007 - ANTÓNIO CABRAL
2008 - CLÁUDIO LIMA
2009 - JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
2010 - ANTÓNIO FORTUNA
Prémio anual.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Fernão de Magalhães Gonçalves nasceu em Jou, Murça, em 1943 e faleceu em Seoul, Coreia do Sul, com 45 anos de idade.
Poeta, escritor, investigador e ensaista, foi Professor em Murça, Vouzela, Porto, Chaves e Leitor de Português nas Universidades de Granada (Espanha) e de Seoul (Coreia do Sul).
Como a maioria dos escritores da sua geração, fez a iniciação literária no Juvenil / Diário de Lisboa e no Juvenil / República, desde meados da década de 60.
Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras do Porto (com a média mais alta de toda a Universidade), ao mesmo tempo que continuava publicando ensaios sobre Raul de Carvalho, Herberto Helder, Trindade Coelho, Cláudio Lima, Hemingway, Steinbeck, Tagore, Jacques Prévert, Paul Claudel e Miguel Torga.
Durante toda a sua vida foi um lutador pela liberdade da escrita e tinha a energia necessária para viver e reter o presente.
O seu "Manifesto Por Uma Literatura Legível" teve o mérito imediato de polarizar e disparar a opinião dos nossos peritos da escrita.
"Gostava de ficar como Poeta", - dizia ele.
Texto de Manuela Morais
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
e tu voltaste então o rosto para o mar o
corpo nu apenas das
minhas mãos vestido
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
corpo nu apenas das
minhas mãos vestido
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
NÃO SE ESGOTA A FONTE
Não se esgota a fonte do teu nome na
rocha pura aberta da memória
harmoniosos se sublevam os sentidos na
adivinha exacta do teu corpo
a uma palavra só
da fonte a água corre contornando os
teus seios e os teus dedos
jorros de espuma o teu olhar envolvem das
pulsões da nascente derivados
líquida continuidade do meu ser
transparente identidade onde me vejo
quanto mais te sentir de mim nascer
mais e nítida e perfeita te desejo.
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Não se esgota a fonte do teu nome na
rocha pura aberta da memória
harmoniosos se sublevam os sentidos na
adivinha exacta do teu corpo
a uma palavra só
da fonte a água corre contornando os
teus seios e os teus dedos
jorros de espuma o teu olhar envolvem das
pulsões da nascente derivados
líquida continuidade do meu ser
transparente identidade onde me vejo
quanto mais te sentir de mim nascer
mais e nítida e perfeita te desejo.
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
MAS AS ÁRVORES CRESCEM
mas as árvores crescem enquanto a
tua pele desliza e os
teus seios se demoram nos meus dedos. é
tudo memória. beijo-te de joelhos. Deus
existe no falo que cresce. luzem no
céu estrelas inabitadas. como apagar no
meu o teu corpo ausente. é
tudo memória. o prazer não mente nem a
seiva nem o aroma das algas ao fundo do mar
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
tua pele desliza e os
teus seios se demoram nos meus dedos. é
tudo memória. beijo-te de joelhos. Deus
existe no falo que cresce. luzem no
céu estrelas inabitadas. como apagar no
meu o teu corpo ausente. é
tudo memória. o prazer não mente nem a
seiva nem o aroma das algas ao fundo do mar
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O RIO QUE PERDEU AS MARGENS
UM RIO
que perde as margens tem muito que se lhe diga: continua a correr, segundo a sua obrigação, mas vai por terras e não-terras, até onde o levarem. No caso das não-terras, aconselha-se a senti-lo num açafate com uma camisa ou blusa de cor azul e o poema preferido. E tanto se pode ouvir numa caverna como de uma trapeira, de um penhasco - vê-lo depende do modo de ver, - numa torga a arder na lareira, nas palavras erguidas, em Cap of Good Hope, onde estive e estou e até na solitária Lichinga donde a Lídia me enviou um e-mail verdíssimo em forma de barco rabelo. (...)
"Se tu vais a Trás-os-Montes,
não te esqueças de trazer
uma pétala ao cair
dos olhos de uma mulher."
Texto de ANTÓNIO CABRAL - Capa de ESPIGA PINTO
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